Madeira de Lei
2012/2017
Parte II
Fevereiro de 2014
Fotografias realizadas com película negativa de 6x6 cm, 6x9 cm e 6x11 cm
Impressas em papel revestido de baryta
Dimensões:
90x90 cm, em folhas 120x110 cm
90x135 cm, em folhas de 110x150 cm
90x180 cm, em folhas de 110x200 cm
Tiragem de 5
Parte III
Setembro de 2016 e Março de 2017
Fotografias realizadas com película negativa de 4x5 polegadas e 6x11 cm
Impressas em papel revestido de baryta
Dimensões:
120x150 cm, em folhas de 150x180 cm
50x60 cm, com passepartout de 80x90 cm
90x180 cm em folhas de 110x200 cm
40x80 cm com passepartout de 70x110 cm
Parte I
Janeiro de 2012
Fotografias realizadas com película negativa de 6x6 cm
Impressas em papel revestido de baryta
Dimensões:
60x60 cm, em folhas de 86x66 cm
Tiragem de 5 - Esgotado

As florestas brasileiras estão sendo gradativamente substituídas pelo eucalipto.

O acelerado desenvolvimento industrial do país, e a exagerada importância dada à siderurgia, levada a cabo por sucessivos governos, são apenas parte das razões do irracional desmatamento do Cerrado, da Mata Atlântica e da Amazônia.

Diversas indústrias siderúrgicas implantadas ao longo do território nacional compram desvairadamente enormes porções de terra, as desmatam totalmente, e realizam o que chamam “reflorestamento”: a substituição da vegetação nativa por essa espécie exótica vegetal, transgênica, que tem rápido crescimento e alta resistência a pragas. O eucalipto é a madeira ideal para a obtenção do carvão vegetal, fundamental para a transformação do minério de ferro em aço.

O cerrado é o bioma mais ameaçado. Especialistas dizem que, se o ritmo da devastação continuar crescendo como nos últimos anos, em pouco tempo o cerrado vai deixar de existir.

O eucalipto cobra um alto preço para realizar seu milagre desenvolvimentista: esgota a água e os nutrientes do solo, seca nascentes próximas e espanta totalmente a fauna, que não suporta seu odor.

Nenhuma outra espécie vegetal consegue se desenvolver dentro de um campo de eucalipto, mas por força de uma lei estadual, durante um curto espaço de tempo, algumas espécies nativas ameaçadas de extinção não podiam ser cortadas. Por isto, nos campos desmatados durante a vigência desta lei foram deixados exemplares pequizeiros, araticuns, sucupiras brancas cagaiteiras, que esforçam-se para sobreviver dentro do campo de eucalipto plantado ao seu redor.